Quarta-feira, Novembro 29

Meu coração não quer deixar, meu corpo descançar.



Silencie as primeiras lágrimas. Sem que se feche o círculo cinzento.
Alivie os primeiros pensamentos. Sem as sensações julgadas enfáticas.

Silencie. E logo depois deixe em silêncio sua vida.
Grite. Internemente. Sem acordar as pestes despóticas.

Um silêncio doloroso. Que faz sangrar os ouvidos. Ao som do vento.
Depois dos atos meritórios. Ele reina enfim.
Sem preocupação com o seguinte. Em que as folhas verdes cessarão.

É o primeiro degrau.





Segunda-feira, Novembro 20

[...]

Ah, um vazio, um vazio tão nocivo. Um vazio tão real, um vazio inclusivo.

Me diz agora, com que face devo lhe encarar.





Sábado, Novembro 18

Fragmentos;

Um olhar sem emoção, fita as folhas do outono calmo, nas tardes carentes de um dia sem fim.
Uma mão ávida, suprindo desejos inconscientes, trêmula e desafiadora, toca o nada a sua frente.
Passos leves, palavras aprazíveis, compensando o medo, instalando a susceptivez dos desconcertos sentimentais.
Eu. O ócio. Em terno desalento.
Eu. Tão dócil. Em esmorecimento.

Dia. Sol. Uvas. Um pio fragmento.

Vento, vento, vento. Tão quieto como um garoto esperando o momento.
Certo de sua incerteza. Incerto de sua beleza.

Como um pássaro. Uau. Um pássaro azul.


- Mariana Ferreira Beltrame





Quarta-feira, Novembro 15

Quem mora na minha cabeça?

Quem mora na minha cabeça?
Quem mora na minha cabeça?
Quem mora na minha cabeça?
Quem mora na minha cabeça?





Sexta-feira, Novembro 10

Eu queria ser indiferente a tudo isso. Cantar e rebolar por cima dos problemas, dos obstáculos.
Levantar o nariz pra muitas pessoas.
Ser um calo no pé de alguns.
Matar alguém... de felicidade.





Domingo, Novembro 5

Out

Permaneço estática. Nada passa nesse momento pela minha cabeça.
Eu não tenho pensamento profundos e nem sentimentos profundos.
Parece tudo tão superficial.
Mas... isso me faz bem.





Quinta-feira, Novembro 2

Psicodelismo Poético Policromático.

Pensamentos coloridos, sentimentos em preto e branco.
Eles se misturam em um grande vazio.
O resultado disso, sou eu.