Domingo, Dezembro 24
Solitude
Até quando isso dura?
Terça-feira, Dezembro 19
Chagas
- Um corpo feito de promessas, que não devem ser escutadas.O som que brota do encanto, deve ser abafado.
As vozes berrantes, os passos constantes, devem ser calados... Silenciados.
O silêncio, pleno. Um desafeto moral.
De outro lado;
A euforia rejeitada, mais uma vez. Fingida e muda internamente.
Insatisfeita, a base de gritos.
Desistência Precoce
Agora, um vazio indomável, toma o peito como lava.
E está tão perto, e tão longe, os objetivos, as consequências, as pessoas (que aos poucos se perdem, e voam, e pousam em campos diferentes).
Aves, rizonhas, que consomem e voam sombriamente de volta as catástrofes de suas vidas.
Menino, desgrace seu sorriso, com palavras ásperas.
É dificil olhar pra sua órbita e aquietar as limitações. É dificil responder as perguntas erronoeas que cercam suas dúvidas. É dificil dizer de sua sombra, o interior apagado. Tão quanto é dificil não implorar o olhar e suas lágrimas.
Tão mal direcionadas. Ressonantes notas de espanto.
Lamentos, interiores. Que fazem tudo isso, se dividir em nada. Sensivelmente.
E está tão perto, e tão longe, os objetivos, as consequências, as pessoas (que aos poucos se perdem, e voam, e pousam em campos diferentes).
Aves, rizonhas, que consomem e voam sombriamente de volta as catástrofes de suas vidas.
Menino, desgrace seu sorriso, com palavras ásperas.
É dificil olhar pra sua órbita e aquietar as limitações. É dificil responder as perguntas erronoeas que cercam suas dúvidas. É dificil dizer de sua sombra, o interior apagado. Tão quanto é dificil não implorar o olhar e suas lágrimas.
Tão mal direcionadas. Ressonantes notas de espanto.
Lamentos, interiores. Que fazem tudo isso, se dividir em nada. Sensivelmente.
Domingo, Dezembro 17
Liberte-se
Disparo horrores, louvores, sem dores, longe de um monte que eu não conheço. Sem ter a partitura, cego as letras que não são tão moças quanto as flores.
Em desatino estético, perco os sentidos ao ver horizontalmente vultos inéditos, trepidarem as camadas russas de um sol sem fim.
Barcos, a voarem sobre a leveza das nuvens tórridas que fluorescem escancaradamente as portas da loucura. Remam como ogros, estopas de marfim sem telas.
Ensaiando em vitrais de vidas destinadas em outros planos coloridos cordialmente, circulando os olhos que seguem sem destino algum, a sensatez externa.
Um horror de madeira oca... segue.
Um escarro contra o espelho da perversão. Desbaratinado, assim, tão são em vão, depois de excusas memórias de desejo sequeladamente organizados e dispostos pela libertação confusa.
Voando sobre o cansaço, dominando as aspas cantarolantes que entulham o interno descontento.
Lamentando de um canto hébrio, e ziguizagueando no leito esgueirado e emoldurado, disposto singelamente ao meu lado. Sem lágrimas, postumas e conclusivas.
Sem precisão ou ideia. A olhar fixamente as fluentes movimentações do céu.
Em desatino estético, perco os sentidos ao ver horizontalmente vultos inéditos, trepidarem as camadas russas de um sol sem fim.
Barcos, a voarem sobre a leveza das nuvens tórridas que fluorescem escancaradamente as portas da loucura. Remam como ogros, estopas de marfim sem telas.
Ensaiando em vitrais de vidas destinadas em outros planos coloridos cordialmente, circulando os olhos que seguem sem destino algum, a sensatez externa.
Um horror de madeira oca... segue.
Um escarro contra o espelho da perversão. Desbaratinado, assim, tão são em vão, depois de excusas memórias de desejo sequeladamente organizados e dispostos pela libertação confusa.
Voando sobre o cansaço, dominando as aspas cantarolantes que entulham o interno descontento.
Lamentando de um canto hébrio, e ziguizagueando no leito esgueirado e emoldurado, disposto singelamente ao meu lado. Sem lágrimas, postumas e conclusivas.
Sem precisão ou ideia. A olhar fixamente as fluentes movimentações do céu.
Sexta-feira, Dezembro 15
Cura
Sua ancia em desvaneio e suprimento
a esperar, atônito, uma vadia intrépida
e ver quão horrenda é, e inédita
sua face sinuosa em descontento.
Sua, só sua é, preocupação isenta
de medíocre e sonolenta, flor
que atenta, desabrocha o odor.
Em contraste de ver, o ser
obsoleto, em moral e afeto
se desfazer pertinente em loucura
sem tempo, sem vez, sem moral, sem cura.
a esperar, atônito, uma vadia intrépida
e ver quão horrenda é, e inédita
sua face sinuosa em descontento.
Sua, só sua é, preocupação isenta
de medíocre e sonolenta, flor
que atenta, desabrocha o odor.
Em contraste de ver, o ser
obsoleto, em moral e afeto
se desfazer pertinente em loucura
sem tempo, sem vez, sem moral, sem cura.
Quarta-feira, Dezembro 13
Antes que os pensamentos fujam da cabeça...
Eu queria dizer, mas não pra alguém, a minha visão por cima desse turbilhão de ocorrências.
Alguém deixa a desejar, alguém se esquece, alguém não trata com jeito, e é desperto logo um sentimento horripilante.
Ultimamente, sem tomar como exemplo pessoas, não sei mais no que apoiar. Tudo se mostra tão volátil, sem aquele encanto antes tão admirado.
Se eu disser pra X o que eu penso sobre Y, logo X tomaria isso pra si mesmo. E não é isso que eu quero. Então, não existe nem X e nem Y, que possam colaborar como eu desejo.
É incrível, e escapa por entre os dedos. A gente planeja, e nada sai como planejado. Mesmo as insignificantes ações, não satisfazem.
Um universo pra uma alma só.
Se eu não vejo mais ninguém, além de mim, pra que existem os outros?
Outros. Outros. Outros.
Que se danem os outros.
Alguém deixa a desejar, alguém se esquece, alguém não trata com jeito, e é desperto logo um sentimento horripilante.
Ultimamente, sem tomar como exemplo pessoas, não sei mais no que apoiar. Tudo se mostra tão volátil, sem aquele encanto antes tão admirado.
Se eu disser pra X o que eu penso sobre Y, logo X tomaria isso pra si mesmo. E não é isso que eu quero. Então, não existe nem X e nem Y, que possam colaborar como eu desejo.
É incrível, e escapa por entre os dedos. A gente planeja, e nada sai como planejado. Mesmo as insignificantes ações, não satisfazem.
Um universo pra uma alma só.
Se eu não vejo mais ninguém, além de mim, pra que existem os outros?
Outros. Outros. Outros.
Que se danem os outros.
Terça-feira, Dezembro 12
Menina

Ela era suave demais pra ser percebida no meio da multidão desolada e agitada. E isso não a surpreendia mais como antigamente. Veio-lhe o costume da convivência. E de certa forma o isolamento voluntário.
Era sutil os passos, inconformada e doce a voz. Falava afobadamente, em sua miudez explosiva.
Sentia as pedras dentre os dedos, e isso não resultava em nada. Era a insignificancia de mais uma pedra. Era a insignificancia de mais um caminho.
Ligeira impressão de estar subindo, e descendo em seus tumultuados pensamentos de verão.
Esquecer. Lembrar. Esquecer. Lembrar e esquecer, novamente.
Em ciclo a vida seguia.
... A ingnificamente vida seguia.
Segunda-feira, Dezembro 11
Paradigma
Me diga, naturalmente, sem aqueles rodeios as vezes tão incautos, hostis, o que eu ando fazendo da minha vida. A qualquer momento de precisão, a dor se faz. E só há palavras que descrevam os atos, impossíveis de se manifestar.
Me diga, a qualquer hora do dia, em que o sol reflete o mar, e todo o brilho no olhar, se desfaz em lágrimas, puramente salgadas. Sem toda aquela descrença arisca, que é formada pelas manhãs azuis, depois que as estrelas se vão, levando olhares distantes em horizonte.
...Eu de mais nada preciso, depois de ter no tempo a esperança própria.
Deixe que o tempo cure, essa eterna altitude, no qual se encontra os atos vãos.
Me diga, a qualquer hora do dia, em que o sol reflete o mar, e todo o brilho no olhar, se desfaz em lágrimas, puramente salgadas. Sem toda aquela descrença arisca, que é formada pelas manhãs azuis, depois que as estrelas se vão, levando olhares distantes em horizonte.
...Eu de mais nada preciso, depois de ter no tempo a esperança própria.
Deixe que o tempo cure, essa eterna altitude, no qual se encontra os atos vãos.
Sábado, Dezembro 9
Mirror in the sky
Foi quando eu parei de frente ao vento, e senti ele passar em minhas orelhas, como espíritos disonantes.Como quando eu parei alguns segundos a olhar o céu, sem próposito algum. Sem nada em mente que me fizesse seguir. Apenas sentindo o órbita que envolvia todo aquele momento.
...Era tudo tão relativo.
Quinta-feira, Dezembro 7
Adiante

Em nada vejo sensatez
ô doce desastre que me anceia
sem você a calamidade
em meus risos de sereia.
Baila escrava amante dos brilhos
em seu ofuscante e deserto ladrilho.
Arraste seus ossos finos de marfim
desgastando-os até chegar ao fim.
Cante o riso
desfolhe as flores
com seus odores
em suicidio.
Monstro fabuloso com cabeça de leão,
Corpo de cabra e cauda de dragão.
Desanceia as virtudes utópicas
absurdo, ilusão, fantasia, confusão.
Cante o riso
desfoque as cores
em seus amores
balance o guizo.
- Uma nova primavera floresce.
Terça-feira, Dezembro 5
Ruas sem fim.
A tanto não sentia, não ouvia, essas gotas de chuva cairem sob meus olhos. Alguns passos adiante, um senhor de pele morena, a assobiar encantadoramente, uma canção de despedida. Um pé depois do outro, a caminho de um infinito que eu não tenho certeza. A caminho de um lugar que eu nunca vi.
O vento se tornou mais forne por aquele percurso. E algumas folhas dançavam com graciosa delicadeza. Eu, agora mais lenta, e atenta. Não deixei escapar um sequer grão de simplicidade espalhados pelo caminho de ida, do qual eu não tinha conhecimento da volta.
A repentina vontade de parar, e congelar aqueles segundos, por uma eternidade considerável. E escutar aquele assobio melindroso, por séculos sem fim. Sem sentir o cansaço dominar os pés. Sem sentir que a vida envelhece sem cessar... Sem cessar...
O vento se tornou mais forne por aquele percurso. E algumas folhas dançavam com graciosa delicadeza. Eu, agora mais lenta, e atenta. Não deixei escapar um sequer grão de simplicidade espalhados pelo caminho de ida, do qual eu não tinha conhecimento da volta.
A repentina vontade de parar, e congelar aqueles segundos, por uma eternidade considerável. E escutar aquele assobio melindroso, por séculos sem fim. Sem sentir o cansaço dominar os pés. Sem sentir que a vida envelhece sem cessar... Sem cessar...
Segunda-feira, Dezembro 4
Falando abertamente...
- Final de ano. Seja lá por qual motivo, é muito comum eu me sentir euforicamente deprimida.
Mas ah, deixando isso tudo de lado, eu tenho pensado muito no meu futuro, e percebido que cada dia muda de uma maneira impressionante meu jeito de pensar sobre ele. E por esses motivos eu fico cada vez mais insegura. E também não adianta vim pessoas dizendo 'nao se importe com essas coisas e blablabla' que nao vai adiantar. É inevitável.
Também existem (?) outros motivos para as tristezas repentinas. Mas são coisas um pouco difíceis de se escrever. Grosseiramente dizendo, seriam talvez, medos, inseguranças e pensamentos ruins sobre pessoas, lugares e sobre mim mesma. Talvez você que está lendo agora, possa ter sido odiada por um minuto da minha vida. Mas não quer dizer que isso foi uma indireta pra alguém XD.
Eu só tô um pouco (como diria o ogait) direcionando meus pensamentos (nem um pouco legais) pro lado errado. Interpretando as coisas da pior maneira possivel e perdendo a paciencia e o equilibrio (que ja eram meio em falta) toda hora.
Mas ah, isso passa. ._. Pelo menos eu espero que sim.
Mas ah, deixando isso tudo de lado, eu tenho pensado muito no meu futuro, e percebido que cada dia muda de uma maneira impressionante meu jeito de pensar sobre ele. E por esses motivos eu fico cada vez mais insegura. E também não adianta vim pessoas dizendo 'nao se importe com essas coisas e blablabla' que nao vai adiantar. É inevitável.
Também existem (?) outros motivos para as tristezas repentinas. Mas são coisas um pouco difíceis de se escrever. Grosseiramente dizendo, seriam talvez, medos, inseguranças e pensamentos ruins sobre pessoas, lugares e sobre mim mesma. Talvez você que está lendo agora, possa ter sido odiada por um minuto da minha vida. Mas não quer dizer que isso foi uma indireta pra alguém XD.
Eu só tô um pouco (como diria o ogait) direcionando meus pensamentos (nem um pouco legais) pro lado errado. Interpretando as coisas da pior maneira possivel e perdendo a paciencia e o equilibrio (que ja eram meio em falta) toda hora.
Mas ah, isso passa. ._. Pelo menos eu espero que sim.
Sábado, Dezembro 2
Gritos Internos
Feche a porta. E não abra nem pra sua própria sombra.
Não deixe o vento entrar pela janela.
Não deixa o exterior te tocar.
Feche a porta. E não abra nem pra você mesmo.
Enfim, o terceito degrau...
Não deixe o vento entrar pela janela.
Não deixa o exterior te tocar.
Feche a porta. E não abra nem pra você mesmo.
Enfim, o terceito degrau...
Sexta-feira, Dezembro 1
Ame-me, mas puxe o gatilho.
- Um descontentamento inconsciente. Talvez com aquilo que ainda não se concretizou, ou com o desejo de se realizar.
Sorrisos tão bonitinhos, mas tão cínicos. Sabe, um dia a gente cansa disso, e tem a repentina vontade de mandar tudo se foder. Com aquela ância de contemplar a reação nada agradável dos receptores.
Tantas nobres almas se fazendo de espertas, sábias e sociáveis. E a gente se sente tão espremido quando elas se encontram em um degrau abaixo do nosso.
Amores e desejos distantes (simplesmente porque nós implementamos a distância), que nos deixam odiosos quando se aproximam. É estranho sentir desejo, e não desejar supri-lo. É estranho gostar, mas não gostar de demonstrar.
Um segundo degrau...
Sorrisos tão bonitinhos, mas tão cínicos. Sabe, um dia a gente cansa disso, e tem a repentina vontade de mandar tudo se foder. Com aquela ância de contemplar a reação nada agradável dos receptores.
Tantas nobres almas se fazendo de espertas, sábias e sociáveis. E a gente se sente tão espremido quando elas se encontram em um degrau abaixo do nosso.
Amores e desejos distantes (simplesmente porque nós implementamos a distância), que nos deixam odiosos quando se aproximam. É estranho sentir desejo, e não desejar supri-lo. É estranho gostar, mas não gostar de demonstrar.
Um segundo degrau...