Segunda-feira, Fevereiro 26

hate, hate, hate, hate, hate, hate, hate e repetição...

Longe, afundando, buscando o entendimento imaturo, vindo de pessoas imaturas e melancólicas. Fazem-me rir diante de seus momento de glória porca. Histéricos, superficialmente felizes, e sentindo somente a flor da pele e nada mais. Me devoro, em sentindo lateral, afundando mais ainda essas garras de marfim, tão limpidas, que rasgam agora a face vertiginosa. Sou sua lebre desgraçada, que não escuta suas lamúrias, que corre de seus abraços. Circulo de fogo, em desatino assim, não me importo com isso, não me vejo então. Sou um deus sem destino, sou um corpo sem mão.
Não preciso de provas, agregadas ao meu sofrimento, fingido lá no fundo, de maior autoridade. Escutar não é preciso, amar não é bastante. Tudo vai além de um sorriso tímido meio de canto, quando eu olho sua face descarada.
Como eu gostaria de te rasgar ao meio.





Quinta-feira, Fevereiro 22

visões sub-sequentes.

'meu coração nao quer deixar, meu corpo descançar, e meu desejo eterno é um novo amigo, agora que o tenho sempre ao meu lado'
respiro enfim, as falhas e desconcertos de viver, numa rede pecaminosa e disposta a peculiaridades ressecivas, medicando um olhar de culpa e desespero que chove desesperadamente de altos andares lesbianos, cuspindo assim minhas letras coloridas primariamente. Não tenho vida, nem morte, nem suspiros, nem lagrimas, nem olhares distantes, e nem pelo que sofrer. Não tenho crença, nem amizades, nem peculiaridades, quem sabe, doenças. Não grito, não exijo meu lugar, e nem peço desculpas pela invasão. Não tento esconder a realidade com a beleza engasgante, e muito menos enganar criaturas com palavras de afago. Não luto por ideais, e nem participo de algum movimento contra alguma coisa. Não tenho familia, não tenho nome, e não me chamam de nada. Ninguém me conhece, e eu não conheço ninguém. Eu não sou nada, não faço nada, não tenho nada. Eu vim do nada.

Sem membros, orgãos ou secreções, sou um raio de luz cor púrpura. Vivo em segundo plano, e me alimento de sonhos.
Meu mundo é o nada.





Terça-feira, Fevereiro 20

stress, madness, dream

Ter e perder, alternando assim, a cada segundo de existencialismo imediato. Faz falta, mesmo nunca tendo tido, e sabendo assim, que tambem nunca terei. Sem idéia lúcida, tampouco taxativa, levantar a voz gritando distante.

Muito alto, desgastante, longe e longe. É fato.





Segunda-feira, Fevereiro 19

unknown

Passei metade da minha vida trancafiado em quatro paredes cinzas, sem ambições, e com vagos pensamentos sem sentido. Meus pés durante anos tocaram o frio chão, um pouco aspero e sujo, mas frio, que se estendia sob meu corpo quente. Nunca procurei me importar com o que por ventura se passava depois daquela porta, sempre trancada como uma prisão. Eu estive preso fisica e emocionalmente uma boa parte do tempo, realmente sem me importar. Eu era um desconhecido ser, sem registro ou documentação, sem identificação ou vida social, que se alimentava de escuro e ruídos inumanos. Uma parte do que vinha a ser, ou se formar, uma pessoa. Não vivi, não senti, não emocionei-me, ou sequer sorri, durante um longo e nostalgico tempo, cozinhando meus pensamentos de cor púrpura dentro de um cérebro que não funcionava expansivamente. Eu comia cada canto de cada vez, e degustava os ruídos separadamente.
O unico ser, por parte, racional naquele mundo tao pequeno, era eu. Eu era meu senhor, meu escravo, meu tudo e a quem eu desejava incessantemente matar, previamente desclassificado, por mentira ou solução.
Meu sopro fazia curvas, mas ninguém as veria. Nunca. Eu me conhecia como ninguém. Trancado assim, durante anos, em meu proprio ser de brinquedo. Minha gaiola de carne. Minha augema de espirito.





Sexta-feira, Fevereiro 16

vômito, diarréia, excressões e buracos babantes em geral.

Longe demais pra desistir, e longe demais pra acreditar. Eu paro e me encontro no meio do caminho que tracei, e que pretendo continuar, até o ultimo suspiro, e o ultimo fio de vida que pode ser me dado.
Em uma linha de coisas pra fazer, eu sinto a insegurança de qual pegar, abalando meus ossos mais finos, e transmitindo esse tumor trepidante até os ossos maiores. Decorrendo assim, de segundo em segundo, meus mais profundos horrores de continuar seguindo em frente, mesmo com a vontade. E sentindo também, cada dia mais profundo, as questões se aprofundarem em um mar de perguntas sem respostas, ou perguntas paralelas que se auto-respondem ou são repondidas por outras perguntas novamente sem respostas.
Tenho também indecisões, que na maioria das vezes também se transformam em perguntas. Mas nem mesmo posso concluir o que fazer. Principalmente quando eu não sei o que fazer.
As vezes fico sem idéias, esperando pra que chova incessantemente essas drogas alucinógenas em meu consciente e colora meu cérebro de canetinha. Tape os buracos com massinha, e faça uns grafites legais com spray. Mas nem mesmo nesse momento as cores podem ajudar. Roubaram um brilho especial que assassinava de bom grado essas maliciosas formas de marfim, e acariciava esse aroma. Modelava como ninguém meus pensamentos, e me dava de bandeja o mais doce e exótico prato que já digeri, depois de vomitar pelo nariz minha própria vida, fez-me ganhar vitalidade, e agora está ausente.
Caminhar sozinha no meio da multidão desolada em seus pensamentos íntimos. Sentar-se ao lado de pessoas, sorrir, e vagar longe sem resposta. Subir, gritar, descer, sonhar, e se embrulhar num copo de lâminas passivas e ativas em forma de aspiral, delirando assim no mais profundo de minha carne.
O que se encaixa?

Não acho a segunda parte do meu rabisco na árvore, e nem pra quem cantar essas letras mal feitas e que me fazem sentir uma vagaba negra em plena luz do dia, se vendendo para americanos. E seu corpo faz curvas, que nem mesmo ela entenderia.
Não há sentido em procurar, tanto quanto em achar, assim do nada, sem programação e simplesmente atrapalhar todos meus planos feito fumaça. Não há sentido em dever metade de mim há algo que quase me deixa em transe, e me desmanchar em lágrimas quando some em overdose. Me sinto uma filha da puta, assim, com um sorriso meio meigo de lado esperando para que qualquer idiota faça uma pergunta do seu nivel intelectual, e eu possa assim esbanjar toda minha criatividade em agressividade verbal.

Mas, eu percebo, que mesmo sem sentido, experimentando ruídos com minhas unhas nas paredes, me dá prazer.
E é o melhor gosto que já senti, assim na ponta dos dedos.
Nesse ballet de corpos mortos e apaixonados como se cravassem uma batalha. Se amam escabrosamente, e nada mais incomoda.
E eu sinto seu cheiro apodrecendo em meus ouvidos.





Terça-feira, Fevereiro 13

monkey

meus saltos finos formam os toques pelo salão vazio, aos olhos mágicos de espectadores baratos.
fixados, friamente, ao meu cantar.

sinto a cor dessa euforia bem na frente dos meus olhos.
'é tão bom viver, again'





Sexta-feira, Fevereiro 9

em repouso - a ouvir os fluentes ruídos pela casa

[Eu só queria dormir agora, e sonhar com algo, e mesmo que por alguns instantes, ter a plena certeza, de que tudo esta bem.]

Escutando passos, que lentos cruzam o asfalto, a espera de algo que imterrompa seus gestos, nessa escuridão pecaminosa e insalubre, dar lugar ao que outrora eu chamei de luz, e sentir com cada parte defazada e desvairada do meu corpo, os toques leves e as palavras trazidas de mansinho pelo vento gelado, apraz até, que passa rente a minha nuca, e morre glamuroso em meus ouvidos.

"Há dias em que tudo faz sentido, e no silêncio eu não ouço meus gritos"

A sempre um pouco mais, que eu não gostaria de esperar. Por medo, ou por vaidade. Minhas palavras, sem dignidade e valor agora, se apossam desse mordaz silêncio, onde ecoam de meus suspiros as minhas lamúrias. Eu não reconheço minhas próprias reações...
Só precisava de um pouco de calor, e um ruído caótico vindo da cidade...





Quarta-feira, Fevereiro 7

skin

Minha queimadura é profunda, e brilha no sol escaldante dessa tarde. Em meu deserto de corpos.
Busquei explicações, soluções, e até mesmo ajuda. Mas nada mais adianta... É o fim do fim, que não terá sequer mais volta. Não, eu não te entendo, criatura.

Em minha mão restou apenas o vazio, depois dessa falta de você. Meio inviável talvez, até mesmo barato. Mas eu me sinto cair em meio a multidão perplexa a sorrir pro longe e largo e sólido, que brilha novamente. Elas sorriem com tanta intensidade, que eu tenho dores de barriga. Me sinto enojada e tento forjar um sorriso também, e passar despercebida.
Mas eu não consigo enganar ninguém. Minha expressão não mente, meu corpo não mente, minha mente não é mais minha mente, e não mente também.

Fui percebida, e agora? Vou ser jogada no abismo eterno. E cair no eterno. Eternamente.

Mas...
O que houve agora? Não entendo...

A multdidão, mais intensa agora, ajoelha-se ao meu redor, e choram em convulsões. Me adoram, veja. Me veneram por meus passos sem mentira. E fui condenada a ser venerada. Me pedem perdão, veja. E eu posso desfazer meu sorriso cínico.

Eu ainda não entendo. Mas, dane-se.
Eu vejo a chuva de sangue que enche as taças dos meus servos. E isso é tudo que os contenta.





Terça-feira, Fevereiro 6

Encontrei minha perdição, no meio de uma multidão perdida que insiste em me olhar torto, pelo vão da fresta que a porta faz.
Te deixo definhar aos meus pés, te deixo lamber as migalhas da sola do meu sapato, e te deixo ali no chão.
Você mereceu.

"eu observo os seus gestos
seus medos
suas desilusões.
as suas grandes unhas, vermelhas, que arranham os portoes.
cada grito delirante, deslumbra a inconveniencia.
infernos de brilhos, imensos ladrinhos,
não vivem de coincidencia.
brota tudo da palma da minha mao,
e eu posso puxar a corda que te deixa sem solução.
eu agora controlo a sua mente;
sujo, frio, frágil, errado e inconsequente.
eu pareço uma criança quando ganha seu brinqeudo novo,
eu repito na sua cara, 'agora sou eu quem manda no jogo'."


nanananananananananananannaná!
Me sinto uma criança, brincando de ser criança. Em quanto observa as carnificinas que acontecem ao seu redor.





Domingo, Fevereiro 4

mente vazia, nostalgia e bebidas alcoolicas.


















-
Eu me vejo no espelho do infortuno e solitario quarto dos fundos. Ele respira minha imagem como se fosse uma fumaça, e derrepente desaparece no infinito vazio que se estende logo depois de minhas costas.
As cores, vibrantes, parecem agora falar comigo. Isso se torna cada dia mais forte e presente, com cada vez menos esforço. Sinto também como elas se tornam maiores.

Os ruídos formam meu caos, se misturando e mesclando seus rostos e indentificações com rodovias e formatos que se prostam por uma imensidão de fitas e tintas naturais e táticas.
Até que eu encontro o calor que acolhe...

Me sinto desmentindo meu proprio ser de mentira, abaixando minhas fases por um mar de mortos e feridos, crucificados e abatidos como aves de rapina. Eu sinto pena, mas não me curvo sequer, pra ver, bem de perto a agonia e os cortes fundos. Tenho pena... Mas não é problema meu.

Me alcoolizo no vento, me embebedo da chuva, me masturbo com as folhas, faço sexo com o sol, me drogo com a noite, e ao fim da linha, ainda sou um humano.
Cada grão é meu, são meus óvulos a fecundar, minha doença impura e desamparada, por toda natureza que se tornará morta.
Meu desejo, agora é a eternidade infecunda, e nojenta pelos esgotos...





Quinta-feira, Fevereiro 1

a liberdade é azul

"Eu tenho tanta alegria abafada, quem me dera gritar"

De um modo diferente, e surpreendente, eu me sinto bem, nesse turbilhão de palavras, que caminham lentas, frente aos meus olhos, em direção aos meus ouvidos.
Meus gritos mudos, tem cheiro de rosas, e avivam sentidos deteriorados pelo tempo perdido.
O tempo perdido sem seguir impulsos, e sem tentar a sorte, dando mesmo que tudo, a perder.

Eu posso gritar e correr até o horizonte, sentindo as cores fortes que tocam meu corpo. Tão fortes, que queimam.
Meu olhos ardem, mas eu estou de pé. Meus dedos estão sujos de terra, mas eu consigo sorrir.
Eu estou apodrecendo, mas ainda consigo sentir a vida impulsionando o ciclo ao meu redor.
Ainda vejo o brilho e o efeito do sol no entardecer.

Está vivo aqui dentro, e agora pulsa. Tão forte que eu sinto dores nos ossos.
Mas é o pulsar mais feliz que eu já senti. É a dor da felicidade.

Me deixe carregar essa dor até os raios que se alimentam de amor. Me deixe sentir esse descaso, cansado e desgastante.
Me deixa arrasta-lo até os confins de qualquer lugar. E viver o câncer que me consome até os ossos de felicidade.

:)