Terça-feira, Julho 31
Virar as costas no silêncio do partir, e trancar a boca ao ranger dos dentes, ocultando um grito de desespero.
Ver, surpreender-se a chorar sem ver, sabendo (mas sem querer saber) o porque.
Eu me pergunto, muda ao calar do céu, também mudo, a lançar sem véu, o vazio de uma mente que atordoa.
"meu amor, eu sou uma cor, um pássaro sem asa, mas que sozinho voa."
Ver, surpreender-se a chorar sem ver, sabendo (mas sem querer saber) o porque.
Eu me pergunto, muda ao calar do céu, também mudo, a lançar sem véu, o vazio de uma mente que atordoa.
"meu amor, eu sou uma cor, um pássaro sem asa, mas que sozinho voa."
Quarta-feira, Julho 11
(1)
E você sente que se solta novamente, pra outro lado do vazio
mas é tudo tão vazio, novamente, e também.
Sempre...
Vontade de caminhar por entre as folhas, vazias de si.
E cortar os dedos,
pra ver a cor do sangue.
Extermínio de amores
Facínio por horrores
vivo só, completamente a me procurar.
mas é tudo tão vazio, novamente, e também.
Sempre...
Vontade de caminhar por entre as folhas, vazias de si.
E cortar os dedos,
pra ver a cor do sangue.
Extermínio de amores
Facínio por horrores
vivo só, completamente a me procurar.
Terça-feira, Julho 10
(o)
alguem sabe como e´ a dor?
alguem sabe como e´ morrer de amor?
punhos cerrados.
nas alturas dos joelhos,
estou sentada.
olhando o nada.
(porque e´ tudo que tenho agora)
alguem sabe como e´ morrer de amor?
punhos cerrados.
nas alturas dos joelhos,
estou sentada.
olhando o nada.
(porque e´ tudo que tenho agora)
Sexta-feira, Julho 6
Vômito Respectivo
1º Ato
Grandes olhos verdes agarrados a um sorriso envergonhado, que vai e vem em um movimento de cabeça.
Olha os pés, olha o chão, desvia o olhar...
é insinuante. Parece querer dizer algo.
Eu não posso contra tanta súplica. Sinto o cheiro da mais inteligente inocência.
Sinto ódio em você, sobrevoando o sonho que me puxa, me vejo agarrada ao nada, completamente sem perspectivas.
Aceitação ou mudança?
Nada é do meu feitio
Frente a dos corpos magros, esguios...
Despeço-me com pressa a deixar meus sonhos, nus.
Despertos e obrigados a dizer algo
Sou um alvo.
Reluzentemente indolor!
Eu amo, sem amor.
Grandes olhos verdes agarrados a um sorriso envergonhado, que vai e vem em um movimento de cabeça.
Olha os pés, olha o chão, desvia o olhar...
é insinuante. Parece querer dizer algo.
Eu não posso contra tanta súplica. Sinto o cheiro da mais inteligente inocência.
Sinto ódio em você, sobrevoando o sonho que me puxa, me vejo agarrada ao nada, completamente sem perspectivas.
Aceitação ou mudança?
Nada é do meu feitio
Frente a dos corpos magros, esguios...
Despeço-me com pressa a deixar meus sonhos, nus.
Despertos e obrigados a dizer algo
Sou um alvo.
Reluzentemente indolor!
Eu amo, sem amor.
2º Ato
Pedi beijos e flores
Pra um abismo sem fim
Em troca de meus amores
Que não cabem mais em mim.
Uma face côncava
Inanimada e hostil
Fita a mudez ridícula da minha infantilidade
Sinto vergonha,
e medo da verdade.
Agora duas dimensões de culpa
Escalam loucas os degrais
Da minha vida de brinquedo
Do brilho ardente que não tenho mais...
Estou a um abismo abaixo de ti
A um atalho abaixo do céu.
Rejeito o sangue da cor mais langue,
Pra pisar em um mangue de mel.
3º Ato
Pedi beijos e flores
Pra um abismo sem fim
Em troca de meus amores
Que não cabem mais em mim.
Uma face côncava
Inanimada e hostil
Fita a mudez ridícula da minha infantilidade
Sinto vergonha,
e medo da verdade.
Agora duas dimensões de culpa
Escalam loucas os degrais
Da minha vida de brinquedo
Do brilho ardente que não tenho mais...
Estou a um abismo abaixo de ti
A um atalho abaixo do céu.
Rejeito o sangue da cor mais langue,
Pra pisar em um mangue de mel.
3º Ato
Alguém se salvou da vida,
apenas por se salvar.
Alguém mais esperto puxou o gatilho
e acabou por não mais acordar.
Alguém me disse sobre o silêncio
e sobre o buraco que provoca em outro alguém.
Mas um alguém não pode viver fugindo
de seu alguém que lhe faz refém...
preso no coração da mágoa
chorando sem nenhum porém.
Eu, enfim, mostro a cara,
Sou em primeira pessoa o medo que não para.
Embreagando em mim seu fino rosto,
bebendo rápido, sem sentir o gosto.
-
apenas por se salvar.
Alguém mais esperto puxou o gatilho
e acabou por não mais acordar.
Alguém me disse sobre o silêncio
e sobre o buraco que provoca em outro alguém.
Mas um alguém não pode viver fugindo
de seu alguém que lhe faz refém...
preso no coração da mágoa
chorando sem nenhum porém.
Eu, enfim, mostro a cara,
Sou em primeira pessoa o medo que não para.
Embreagando em mim seu fino rosto,
bebendo rápido, sem sentir o gosto.
-
... mais uma dose de veneno, por favor.
Terça-feira, Julho 3
Zeitgeist
Sopro de euforia, fitam as tangentes dos mais profundos olhos de marfim.
Eu procuro me entregar aos seus encantos claros, ardorosos em seus acalantos de fim de tarde, e tão surpreendentes ao me deixar imóvel, presa ao seu cheiro derradeiro.
Não digo nada, tão pouco sorrio. A alma flui limpa pelos olhos, que são paradigmas dignos de amor, dignos de atenção.
Sua voz tem o encanto, seu rosto respira o azul da liberdade, e meu coração tateia a rastejar seus caminhos desertos.
Estrondante confusão, faço eu ao meu torpor.
Digo, a flor da noite, não é abstraido.
Mantendo-se preso ao chão, sobrevoa ao céu, parecendo gigante,
eu me encanto.
Meu egoísmo, meu individualismo, me faz observar calada, cantando silenciosa e mudamente uma canção horroroza. Como brilha... como chora.
Me faz chorar também...
Eu não amo, como amou alguém.
Eu procuro me entregar aos seus encantos claros, ardorosos em seus acalantos de fim de tarde, e tão surpreendentes ao me deixar imóvel, presa ao seu cheiro derradeiro.
Não digo nada, tão pouco sorrio. A alma flui limpa pelos olhos, que são paradigmas dignos de amor, dignos de atenção.
Sua voz tem o encanto, seu rosto respira o azul da liberdade, e meu coração tateia a rastejar seus caminhos desertos.
Estrondante confusão, faço eu ao meu torpor.
Digo, a flor da noite, não é abstraido.
Mantendo-se preso ao chão, sobrevoa ao céu, parecendo gigante,
eu me encanto.
Meu egoísmo, meu individualismo, me faz observar calada, cantando silenciosa e mudamente uma canção horroroza. Como brilha... como chora.
Me faz chorar também...
Eu não amo, como amou alguém.