Segunda-feira, Janeiro 28
behind
Aonde quer chegar com tantos gritos?
Oras, nao acorde meus pensamentos
eles estão cansados demais para uma nova discussão.
Oras, nao acorde meus pensamentos
eles estão cansados demais para uma nova discussão.
Terça-feira, Janeiro 22
luz
Era meu apoio constante, que agora se vai.
Parece que crescer implica perdas, das quais a dor é insuportável e irreversível, e chorar é um trânsito livre entre cada uma delas, que se formam ásperas de tempos em tempos.
Eu tinha a inconstância, e onde buscar a constância, agora já nao tenho mais nada, apenas um caminho por onde seguir, até ver a luz, sem olhar que outros sorriem, e seus sorrisos me sufocam e me trazem as mais profundas dúvidas e preocupações.
Era pra sorrir? Oh, desculpa, esqueci de não desmonstrar o que sinto neste momento,
esqueci de esconder a verdade, esqueci de me felicitar e deixar o egoísmo e individualismo que me acompanham anos a fio.
Me perdi, aliás, sempre me perco, de tal forma que repito os atos. Eles são quentes, e me fazem medo. Ora, céus, me fazem muito medo, e eu tenho uma imensa vontade de correr, para onde não haja ninguém, e para onde eu não tenha que dividir o que é meu com uma sombra a brotar onde eu nunca vi.
Parece que crescer implica perdas, das quais a dor é insuportável e irreversível, e chorar é um trânsito livre entre cada uma delas, que se formam ásperas de tempos em tempos.
Eu tinha a inconstância, e onde buscar a constância, agora já nao tenho mais nada, apenas um caminho por onde seguir, até ver a luz, sem olhar que outros sorriem, e seus sorrisos me sufocam e me trazem as mais profundas dúvidas e preocupações.
Era pra sorrir? Oh, desculpa, esqueci de não desmonstrar o que sinto neste momento,
esqueci de esconder a verdade, esqueci de me felicitar e deixar o egoísmo e individualismo que me acompanham anos a fio.
Me perdi, aliás, sempre me perco, de tal forma que repito os atos. Eles são quentes, e me fazem medo. Ora, céus, me fazem muito medo, e eu tenho uma imensa vontade de correr, para onde não haja ninguém, e para onde eu não tenha que dividir o que é meu com uma sombra a brotar onde eu nunca vi.
Domingo, Janeiro 20
sentido?
Tudo que eu odeio agora esta na ponta da lingua
e pode ser levada aos extremos.
Uma gota de suor quente, umedece por alguns segundos as costas
Um suor abrasivo e intermitente
enquanto vozes insuportavelmente negras, se transpõem em meus ouvidos.
Tudo que eu odeio agora esta na ponta de lingua
e eu, sem coragam bastante, colo e descolo os lábios, na tentativa de sonorizar o ambiente de algo lúcido, produzido por aceleração cerebral.
Projeto o fim dos tempos
o fim dos tempos meus
os fins e começos que estão por vir.
A tormenta de algo que especulo sem dúvidas e agonias constantes, inconstantes a tatear de leve meus pesares sombrios, e agora, inertes por calor, puro calor infernal, de um ar parado.
Algo me destrai...
Me volto, revolto
distração aniquilada por burrice.
É o que eu deveria estar sendo nesse momento
um puro eu encardido a dizer injúrias sem perdão, e tão secas a calar as vozes negras que suportam meu nervos inquietos.
Elas sabem como me tirar do sério tão forçadamente a devorar toda minha culpa e deixar com que eu caia em um chão de vômito escuro, após um breve refeição feita depressa.
E seus medos continuam a recobrir suas culpas, como telhados mal feitos prestes a desabar em meus sonhos imperfeitos. Sonhos de vidros mortos, quebrados e cabeças decepadas enquanto caminho por caminhos de pedras e soluços.
Alguma voz diferente? Não, sempre os mesmos ruídos.
Alguns gritos, de socorro talvez. Mas quem liga? Fala em códigos, fala em outra língua, e não está descrita na história.
Não há história que a faça sentir viva. E por acaso um barulho de máquina se concentra nos corredores em qual transitam livremente, um barulho de máquina, livre de prisões, se concentra...
e pode ser levada aos extremos.
Uma gota de suor quente, umedece por alguns segundos as costas
Um suor abrasivo e intermitente
enquanto vozes insuportavelmente negras, se transpõem em meus ouvidos.
Tudo que eu odeio agora esta na ponta de lingua
e eu, sem coragam bastante, colo e descolo os lábios, na tentativa de sonorizar o ambiente de algo lúcido, produzido por aceleração cerebral.
Projeto o fim dos tempos
o fim dos tempos meus
os fins e começos que estão por vir.
A tormenta de algo que especulo sem dúvidas e agonias constantes, inconstantes a tatear de leve meus pesares sombrios, e agora, inertes por calor, puro calor infernal, de um ar parado.
Algo me destrai...
Me volto, revolto
distração aniquilada por burrice.
É o que eu deveria estar sendo nesse momento
um puro eu encardido a dizer injúrias sem perdão, e tão secas a calar as vozes negras que suportam meu nervos inquietos.
Elas sabem como me tirar do sério tão forçadamente a devorar toda minha culpa e deixar com que eu caia em um chão de vômito escuro, após um breve refeição feita depressa.
E seus medos continuam a recobrir suas culpas, como telhados mal feitos prestes a desabar em meus sonhos imperfeitos. Sonhos de vidros mortos, quebrados e cabeças decepadas enquanto caminho por caminhos de pedras e soluços.
Alguma voz diferente? Não, sempre os mesmos ruídos.
Alguns gritos, de socorro talvez. Mas quem liga? Fala em códigos, fala em outra língua, e não está descrita na história.
Não há história que a faça sentir viva. E por acaso um barulho de máquina se concentra nos corredores em qual transitam livremente, um barulho de máquina, livre de prisões, se concentra...
Domingo, Janeiro 13
Apelo
Corre por trás, e em círculos, de algo inabalável e fortemente visível, em sua massa de super-poderes e fumaças que se formam enquanto seus pensamentos são formados por dúvidas.
Não as quero.
Bem longe.
As dúvidas de um sentimento inexistente, corre por trás do muro, enquanto me perco em momentos que vivo.
E o mundo também corre, e percorre boa parte do meu tempo jogado fora, enquanto eu esqueço de tudo e tenho apenas lembranças de outrora.
Elas fazem sentido.
Mas agora
nada quer fazer sentido.
Não as quero.
Bem longe.
As dúvidas de um sentimento inexistente, corre por trás do muro, enquanto me perco em momentos que vivo.
E o mundo também corre, e percorre boa parte do meu tempo jogado fora, enquanto eu esqueço de tudo e tenho apenas lembranças de outrora.
Elas fazem sentido.
Mas agora
nada quer fazer sentido.
Sábado, Janeiro 5
.
E paro, peço uma pausa pra respirar um lugar diferente, longe de onde vivo.
Mais tarde peço pra ir embora, porque sinto-me sufocada. Penso sempre que preciso de distância pra pensar e ser quem eu preciso.
Mais tarde peço pra ir embora, porque sinto-me sufocada. Penso sempre que preciso de distância pra pensar e ser quem eu preciso.
Quinta-feira, Janeiro 3
uma nova cavidade se moveu em meu coração.
Como quando os carros correm por uma larga avenidade, e o sol se desloca sobre nossas cabeças de stress.
Eu vi coisas que eu não conhecia, e elas soaram bonitas aos meus olhos cansados, tão cansados de tentar lembrar, enquanto palavras se encontram soltas na ponta da língua.
Alguém dá o sinal, e os corpos são movimentados com uma alavanca invisível, presa ao cérebro, porque todos os dias temos necessidade de caminhar mais longe, e hoje, as vidas param sem querer. Elas parecem músicas, de trilhas sonoras inaudíveis.
Eu corei, a ver solta por ai a eternidade.
E ela me chamou pra ver o pôr-do-sol na janela.
Seus olhos eram tristes, mas enfim sorriu pra mim, com uma felicidade estranha, de fazer arrepiar o corpo de alguém frágil como eu. Mas eu caminhei, e senti, que sua invisibilidade era apenas farça, e eu podia me juntar a ela.
Eu vi coisas que eu não conhecia, e elas soaram bonitas aos meus olhos cansados, tão cansados de tentar lembrar, enquanto palavras se encontram soltas na ponta da língua.
Alguém dá o sinal, e os corpos são movimentados com uma alavanca invisível, presa ao cérebro, porque todos os dias temos necessidade de caminhar mais longe, e hoje, as vidas param sem querer. Elas parecem músicas, de trilhas sonoras inaudíveis.
Eu corei, a ver solta por ai a eternidade.
E ela me chamou pra ver o pôr-do-sol na janela.
Seus olhos eram tristes, mas enfim sorriu pra mim, com uma felicidade estranha, de fazer arrepiar o corpo de alguém frágil como eu. Mas eu caminhei, e senti, que sua invisibilidade era apenas farça, e eu podia me juntar a ela.