Segunda-feira, Fevereiro 4

a.s.

Algo a te prender pelo âmago de teu ser
arrasta tão miseravelmente os seus olhos pelas paredes
a espera de compaixão. A qual não há de vir de lugar qualquer
de ásperas esferas lacrimosas, e frestas de paixão inominável
que se apertam por entre ruas esguias
e por onde passam vidas, tão mal vividas e deturpadas pela desconexo mundo em transformação
que em maior parte de meu tempo jogado fora em castos suspiros
deixo de crer que algo
ou alguém de um objetivo tão maledicente denuncie a dor de amor
em corações intrépidos a pipocar as ruas de risos e tropeços.

E esses risos e tropeços, se marcam em minhas memórias, as vezes relapsas
e eu sonho desequilibradamente as noites claras, de um quarto escuro
onde a vida mal vivida, prossegue sem querer.





Sexta-feira, Fevereiro 1

cópia.

Quem nunca ousou chegar perto da morte
costuma achar a vida um desatino.

"E o seu corpo faz curvas,
que nem mesmo ela entenderia"
Em sua infantil juventude, morta em dolorosos gritos,
se desfez frente a loucura,
enquanto seus cabelos relevantemente amendoados e sendo balançados em uma deselegância mística pelo vento, batia contra seu rosto molhado.
Era tarde, tarde pra sua idade, que mergulhada nos tempos de incestuosos livros coloridos, nao podia sequer sustentar uma meia-luz sem sentir o pesar das pálpebras.

Seus gemidos eram roucos
e seu sono conturbado.
Falo como se nunca a tivesse visto, mas como se a tivesse nas mãos.