Quarta-feira, Março 18
folhas secas
folhas secas
estão inundando a sala
torcendo o coração de dor,
e sem cor
o amor se vai.
estão inundando a sala
torcendo o coração de dor,
e sem cor
o amor se vai.
Segunda-feira, Março 9
mais uma cicatriz pro meu coração
Quando as nuvens quase me tocam, eu sinto calma e segurança.
Meus pés não estão mais no chão, mas é como se assim
eu pudesse me encontrar.
Os cheiros da vida comum e da ilusão diária me parecem tão
familiares. Gosto tanto quando eles fazem-me despir dos choros
cálidos e amargurados da rotina.
Eu trago flores aos meus desvarios, e assim acalmo as fases
que sempre passam, pois quando passam eu me alivio.
E teimando a mim, que isso também vai passar, respiro fundo
e me calo. Não por covardia, mas por compaixão. Calo-me na
melancolia falha do meu ser.
A vida me prega peças,
e eu me canso dela.
Meus pés não estão mais no chão, mas é como se assim
eu pudesse me encontrar.
Os cheiros da vida comum e da ilusão diária me parecem tão
familiares. Gosto tanto quando eles fazem-me despir dos choros
cálidos e amargurados da rotina.
Eu trago flores aos meus desvarios, e assim acalmo as fases
que sempre passam, pois quando passam eu me alivio.
E teimando a mim, que isso também vai passar, respiro fundo
e me calo. Não por covardia, mas por compaixão. Calo-me na
melancolia falha do meu ser.
A vida me prega peças,
e eu me canso dela.
Quarta-feira, Março 4
2
Está presente na leveza dos meus dias, na calmaria das minhas noites, mesmo depois de tantas guerras. Por debaixo dos bancos se esconde a roer os pés de desconhecidos.
Quanto carinho nutre em seu coração, e quanto ódio desperta no meu.
Queria eu desmontá-lo na queda, fazer de ti um pó, lançá-lo longe...
Mas estas amarrado ao meu ego.
Quanto carinho nutre em seu coração, e quanto ódio desperta no meu.
Queria eu desmontá-lo na queda, fazer de ti um pó, lançá-lo longe...
Mas estas amarrado ao meu ego.